O encontro

Oficina O Olho: Qualidades e ações
Aline Bernardi (RJ)
Dias 6 e 7 de outubro
Das 10h as 13h

Os olhos se localizam na cabeça, que é tida, no esquema corporal, como uma extremidade, tal qual membros superiores e inferiores. Nesta oficina proponho iniciarmos a pesquisa com a cabeça sendo considerada um centro, que nomearei centro de orientação, assim como temos o centro de gravidade e o centro de levitação. A partir dessa consideração, vamos investigar 4 ações dos olhos: olhar (ação ativa dos olhos que olham algo que está parado), assistir (ação passiva dos olhos que está assistindo coisas que estão em movimento), procurar (ação dos olhos que vão rastrear algum interesse) e ver (estado interno da relação com os olhos). Vamos também explorar as qualidades de percepção dos olhos, como: cor, tamanho, forma, dimensão, textura, quantidade, distância e foco.
“Desfazer o normal,
há de ser uma norma.” (Manoel de Barros)

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição.

Aline Bernardi (RJ)
Licenciada em Dança pela Faculdade Angel Vianna, atua como pesquisadora e professora de contato improvisação há 10 anos, tendo participado de festivais e encontros no Brasil e no exterior. Integrante fundadora do Coletivo OCO, que organiza oficinas, jams e encontros de CI no Rio de Janeiro. Formada pela Escola Técnica para bailarinos na Escola Angel Vianna, atua como performer e bailarina em diversos projetos e atualmente tem sua Cia de Dança, a Cia Impele, junto com Marina Magalhães, Jéssica Barbosa e Alexandre Mendes, tendo estreado o primeiro espetáculo Mar de Ressaca em dezembro de 2016 no Sesc Copacabana. A performance Decopulagem é o novo trabalho cênico da Cia Impele, em que atua e assina a direção. Professora de hatha yoga e de consciência corporal. Atualmente está cursando a Pós Graduação de Preparação Corporal para as Artes Cênicas e participou como artista do Programa FIA (Formação Intensiva Acompanhada) do cem em Lisboa nos anos de 2014 e 2015.

Oficina Nicolás Cottet e Tatiana Pérez (Chile)
Geografia / Rua & Contato Improvisação
De 2 a 4 de outubro
Das 15h às 18h

Entendemos Geografia / Rua como tudo o que está em um espaço público que nos contém: cheiro, som, arte, arquitetura, pedestres, animais, plantas, temperatura, velocidades, volumes, texturas e muito mais. Com essa ideia, vamos realizar uma investigação sobre a rua, que será alimentada pelo trabalho de atenção, o encontro com o espaço e o uso dos elementos deste, observando a transformação através do diálogo, encontro e contato com o lugar que nos contém. Em seguida, instalaremos uma geografia para o outro, sendo suporte e estando disponível para outra pessoa, ser geografia humana e investigar os conteúdos particulares que existem para investigar este novo lugar de contenção. Assim, encontrar uma mobilidade particular desta pesquisa, Contato de Rua e Improvisado, que é proposto como uma intervenção rua, a ter lugar em um espaço público.

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição


Nicolás Cottet   (Chile)                                                                                                                                                 

Desde 2003 tem ligação com as artes do espetáculo em várias funções, a partir de linguagens e estéticas variadas. Minha experiência e prática no Contato Improvisação (CI) é inaugurada em 2004 até hoje, juntamente com um grande grupo de facilitadores em seminários e eventos na América do Sul, e organizando JAMS. Em Santiago de Chile desde 2007 fez parte da organização mensal de sessões abertas de Contato Improvisação (JAMs), o Encontro Anual de C.I. Santiago do Chile, formação e divulgação de eventos tendo o seu primeiro lançamento em janeiro de 2008 e continua até hoje. Meu processo como um facilitador de C.I. anda de mãos dadas com a formação de pessoas de teatro e dança em diferentes instituições do “ensino superior”. Em Santiago I manter um fluxo e persistência no exercício de facilitar desde 2007. Realiza hoje exploração prática regular do movimento no Coletivo de Arte La Vitrina. Rua, sua intervenção e utilização como espaço de investigação e criação é parte do meu trabalho desenvolvido desde 2005 a 2011 com o Coletivo Inquietos. Atualmente sob o pseudônimo de “elementos mínimos” continua a criando, de pesquisando e gerindo instâncias para o desenvolvimento das artes do espetáculo com e na rua.

 

Tatiana Pérez  (Chile)                                                                                                                                   

Artista da cena e pesquisadora do corpo e do movimento, professora de dança na Universidade ARCIS. Explorar a dança de rua desde 2005 até atual data, integrando o Coletivo Inquieto que investiga a criação de trabalhos, obtendo seus elementos de estudo e inspiração na rua. Ela ele dirige sete obras, que foram apresentadas em festivais de arte de rua, como Arte de Rua Explosão, Invasão Arte de Rua, TRANSFORMARTE (La Paz, Bolívia), Território Aberto, entre outros. Participa de “Elementos Mínimos” desde 2008 até à data, a trabalhar na integração das artes performativas, sendo co-criadora e intérprete de duas obras e uma intervenção de rua, que têm participado em festivais de artes como o Compact, Feito em casa, Século XXI Cenas, Contato Coletivo – I Encontro de Contato Improvisação de PE (Olinda, Brasil), entre outros. Atualmente integra o “Coletivo de Arte La Vitrina” participando como intérprete- criadora em suas obras. Também participou como interprete nas obras de Carne de Cañón y Hombres en círculo. Pesquisa sobre som e improvisação do movimento, guiando práticas de contato improvisação desde 2009 até hoje, gerando material próprio que tem sido alimentada por diversas diretrizes nacionais e internacionais. E faz parte do grupo organizador da “Encontro de Contato Improvisação Santiago, Chile” desde 2011. É saxofonista da banda de rock experimental DAYANANDREA desde 2002, obtendo cinco álbuns.

 

Oficina com Gustavo Lecce (Argentina)
Dia 6 de outubro
Das 15h as 18h

Nascido em La Plata, prratica Tae-kwon-do e atletismo, mais tarde ele se inclina para as artes e a linguagem corporal. Estudou Belas Artes na Faculdade de Belas Artes de La Plata.
Estudou com Alma Falkemberg, Nancy Stark Smith, Dany Lepcoff, Alito Alessi, Martin Keogh, Andrew Harwood e Camilo Vacalebre entre outros.
Faz parte da trupe de circo, “Circo Negro”. Faz parte da “Formação Clows”, juntamente com Cristina Marti e Lucas Condro, trabalhando no Terceiro Congresso Internacional de Clown e hospitalar Palhaço, Faculdade de Medicina UBA.
Atualmente, ele trabalha no Departamento de Contato Improvisação em U.N.A.  e está treinando a Companhia de Dança Contemporânea dessa instituição.

Procuramos conexão fundamental entre as extremidades e o centro do corpo. Vamos trabalhar de forma mais eficiente rolamentos, deslizamentos, espirais, e linhas de força. Experimentaremos a mobilidade na estrutura óssea e suas conexões, bem como as relações com o solo e a vertical: Parados aqui e guiados por um ponto de contato, os dançarinos encorajam a fluidez de movimento, sem saber exatamente onde isso ele vai levá-lo. Eles transportam ou são transportados por forças físicas, já postas em jogo. Quando a segurança física está garantida dentro do movimento, num plano mais instintivo, a improvisação encontra um campo mais sutil.

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição

 

 

Oficina com Ana Alonso (Santa Catarina)
Dia 7 de outubro
Das 15h as 18h

Dançarina, professora, produtora e pesquisadora, com ênfase na dança contemporânea e improvisação. A partir de 2009 me dedico ao Contato Improvisação (CI), coordeno o projeto Entrando em Contato e o Festival Transformando pela Prática. Formada em DanceAbility (2011), curso que produzi. Desde fevereiro de 2011 integro o PlanoB coletivo de experimentações em movimento. Promovo eventos e participo como bailarina e professora em Jams, festivais e outros eventos de Contato Improvisação, Improvisação e Composição no Brasil e América Latina. Desde 2013, tenho pesquisado relações entre água e dança. Vivo em Florianópolis, onde pratico CI com parceiros de dança; coordeno o Espaço Transformando e sou doutoranda com pesquisa em Dança no PPGT – UDES.

 

Mover entre o corpo, a arte e a política tendo como fio condutor o ‘fazer junto’ enquanto uma ética que o CI convida a praticar .

Poéticas de invenção de si, do outro e da dança apoiadas em educação somática.

O ‘encontro’ potencializador de alegria, no sentido de realização de si e do outro, como motivo da dança e (da vida).

Relações entre Água e Dança.

O ‘encontro’ com o MAR.

Entre outros interesses que vão se dando pelas relações em cada encontro!

 

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição

 

Oficina com Hugo Leonardo (Bahia)
Dia 8 de outubro
Das 10h as 13h

Dançarino, isto é, alguém que vê o mundo pela dança. Corporeador de projetos poéticos. Entre coxias, palco, salas de aula e ensaio, universidade e seus ritos e títulos, o jardim que zelo na Chapada Diamantina, outros céus e terras, estou interessados em utopias que teçam afetos e façam sentidos no corpo. Dei ao meu trabalho o nome de Dança Imprevista para poder tangenciar o Contato Improvisação com liberdade, cultivando minhas coerências e questões. Tenho fascínio pelos caminhos cognitivos e como o imaginário se relaciona com eles e a dança me revela muito neste campo. Invento e às vezes dou nomes: NAU Nascente Arte e Utopia, o jardim lá na Chapada, o EmComTato Festival, para visitar as periferias de nossa comunidade de prática do Contato Improvisação, o encontro Macacos Aquáticos, para dançarmos Contato nas águas, o Poética da Oportunidade e o Desabituação Compartilhada, meus dois livros publicados.

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição

 

Laboratório de Imersão
Com Ana Alonso, Hugo Leonardo e Gustavo Lecce
Dis 2, 3, 4, 6 e 7 de outubro
Das 10h as 13h

Um espaço de investigação de Contato Improvisação que será proposto conjuntamente por três facilitadores do Encontro. A proposta é a de colocar as pesquisas de cada um dos instrutores em relação, desdobrando os estudos de cada um a partir do encontro entre eles e com os participantes do laboratório. Um convite de cinco dias de imersão, que vai assumir o encontro e o imprevisto como fator que gera conhecimento e movimento, construindo contornos para pesquisar e estar.

*para participar dessa vivência é necessário fazer inscrição

 

Aulão Aberto
Com Ana Alonso, Hugo Leonardo e Coletivo Lugar Comum

Dia 8 de outubro
Das 13h as 18h

Um vivência aberta ao público, em que conteúdos do Contato Improvisação serão trabalhados conjuntamente pelos facilitadores do Encontro e integrantes do Coletivo Lugar Comum. Uma proposta de coletivamente fazer emergir movências, encontros e improvisos.

*não é necessário fazer inscrição para participação nessa vivência.